13 de Março - Jefté e o seu voto (Jz 10-12)

No livro de Juízes temos alguns governantes de menor importância vamos colocar dessa forma, pois, o autor do livro não se aplica em seus feitos heróicos e podem ser considerados passagens de tempos para demonstrar as historias maiores contidas no livro de Juízes. Nós temos seis juízes nessa situação são eles: Sangar (Jz 3.31) e também é citado por Débora em seu cântico, Tola (Jz 10.1-2) e Jair (Jz 10.3-5) o qual tinha trinta filhos que cavalgavam sobre jumentos e julgavam a todo o Israel sendo homens valentes e julgou durante vinte e dois anos, Ibzã (Jz 12.8-10), Elom (Jz 12.11-12) e Abdom (Jz 12.13-15) os três últimos fecham o período de trezentos anos dos juízes e dão inicio a ultima historia dos juízes do livro, a vida de Sansão. AS ações desses juízes são de grande importância, pois, eles mantiveram o povo de Israel nos caminhos do Senhor cumprindo assim, a importância dos juízes no período pré-reinado.
Após a morte de cada juiz Israel voltava a cometer os mesmo erros de antes indo atrás de outros deuses o que aumentava cada vez mais o numero do panteão israelita em seu meio. Dagom (Filistia), Quemos ou Chemosh (Moabe), Moloque (Amom), Astarote (Síria) e os deuses de Sidom (baalins). Em Jz 10.10-16 vemos que o povo se viu apertado com os filhos de Moabe e correram ao Senhor para os livrarem mais uma vez de seu inimigo. Os versículos dez e catorze nos mostram que Deus não os livraria e manda que eles pedissem aos seus deuses a quem serviam. A ação foi radical, mas, necessária para a limpeza espiritual do povo de Israel para que a ação fosse realizada por Deus. O povo viu se apertado em combate pelas mãos dos filhos de Moabe a única solução era pedir socorro a um valente que existia no meio de Israel.

1 – Jefté

O assunto principal é o bandido ou o mau-feitor Jefté e o seu voto impensado que provoca muitas divisões nos estudiosos. A sua história começa com a sua expulsão no meio de seus irmãos, por ser filho de uma prostituta pela lei Jefté nunca poderia fazer parte da assembléia e nem herdar juntamente com os seus irmãos a herança de seu pai. Ao ser expulso se misturou com homens maus e que ficaram sobre o seu comando. Champlin diz que ele se tornaram um saqueador violento e na mente dos filhos de Israel apenas um saqueador violento para expulsar os saqueadores filhos de Moabe.
O quadro de Jefté muda por completo rejeitado pelos seus é convidado a ser cabeça deles a liderá-los em combate e expulsar os seus inimigos de sua terra. Pensamos que pelo seu envolvimento ele era um mero bandido, mas, ele tinha conhecimento sobre a história de sua nação e entendia sobre os tratados de guerra ao enviar a carta de paz para o rei moabita.  Lawrence diz que em nenhum momento ele rejeitou o Deus de seu pai, pois, o seu voto mesmo que tenha sido feito de forma impensada dava total condições a acreditarmos em seu conhecimento sobre as leis de Deus.
Jefté se vinga de seus inimigos e o derrota por completos e sai vitorioso e volta para a casa como herói e juiz de seus irmãos. Edward Dalglish nos lembra que um voto para os israelitas era irrevogável e que em nenhum momento ele poderia voltar atrás sendo obrigado a cumprir (Nm 30.2 / Dt 23.21-23 / Lv 27.28). Ao chegar em casa sua filha sai ao seu encontro e vem o abraçar o que faz ele rasgar suas vestes por causa de seu voto.  Era comum na chegada do exercito vencedor ser recebido com festas e as danças das jovens donzelas que comemoravam a vitória de seus irmãos e pais que tiveram idos a guerra e voltados em segurança. Não sabemos se ele fora recebido em nenhuma cidade ou se ele simplesmente se recolheu diretamente para a sua casa fazendo, assim, a sua filha se alegrar pela chegada de seu pai.
A alegria de sua filha se torna em tristeza para ele, a primeira coisa que me sair ao encontro Lhe dou em sacrifício, esse foi o voto de Jefté feito ao Senhor. Era comum naquela região o sacrifício humano, a bilia conta vários relatos de sacrifícios humanos para os deuses pagãos (II Rs 3.27 II Rs 16.3 / II Rs 23.10 / Jr 7.30-32 / Lv 18.21 / Lv 20.2-4). Existem duas formas para como foi cumprido o voto de Jefté através de sua filha. o Primeiro diz que  ela foi sacrificada, essa é o pensamento contextual do livro de Juízes mesmo sendo contra a lei de Deus ele ofereceu sua filha em sacrifício, assim Edward Dalglish diz que os dois meses pedido pela sua filha foi para se preparar e aceitar o seu destino final. Matthew Henry vem nos dizer que se isso realmente fora verdade ele cumpriu a lei descrita em Lv 27.29 que todo o animal santificado ao Senhor seria sacrificado. O segundo é que ela teria sido consagrada ao Senhor e passou a servir diretamente no santuário. Lawrence Richards nos dá quatro motivos para que essa segunda teoria seja aceita; 1 – sacrifício humano era proibido na lei de Moisés (Lv 18.21 / 20.2-5 / Dt 12.13 / 18.18); 2 – Nenhum sacerdote aceitaria realizar o sacrifício humano e Jefté não tinha o direito de realizar esse sacrifício por não ser sacerdote; 3 – Seria santificada assim, como Samuel fora santificado ao senhor sendo consagrado ao serviço de Deus (Ex 20.9 / I Sm 1.28) e 4 – O texto lamentou a sua virgindade o dá segundo a visão de Lawrence o sentido de que não se casaria.

Esse sacrifício e bastante polêmico as duas vertentes tem grandes possibilidade de terem sido cumpridas tanto ela ter sido morta por seu pai como ele ter sido consagrada na casa de Deus.



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