28 de Fevereiro - Primícias (Dt 25-27)

   Dt 23,15 - 25.15 terminar o décimo quinto bloco com o propósito principal segundo R. N. Champlin das punições corporais para que a vida do condenado não ficassem em risco de morte. Em Dt 25.3 lemos o número máximo de açoites (quarenta açoites) que uma pessoa podeira levar como punição. A lei dos açoites não é uma lei exclusiva dos israelitas muitos povos antigos realizavam e tinham dentro de seu código civil. Adam Clark nos afirma que esse ato de punição foi iniciado na China dali se espalhando para todo o resto do mundo e cada um teve a sua forma de aplicar o castigo.
    O capítulo vinte e cinco de Deuteronômio vem finalizando as questões de justiça para todos os lideres governamentais que forem estipulados na terra (juízes, oficiais e reis) soubessem para julgar corretamente o povo. As leis no livro de Deuteronômio estão dividas em em vinte blocos com os mais variados assuntos e em
      Povos como os egípcios tinham essa punição dentro do seu código (lei 202 do código de Hamurabi) tendo como o numero máximo de setenta e cinco açoites, os assírios aplicaram anos mais tarde a lei dos açoites chegando até o império romano como forma de punição de seus escravos e não de seus cidadãos (At 22.25).
         O restante do capítulo vem descrevendo as regras do casamento levirato, casamento do cunhado com a cunhada, e sobre a punição para que descumprir e não quiser dar herdade ao seu irmão. Entraremos em mais detalhes dentro do livro de Rute onde tem a clara demonstração da lei aplicada.

1 - Primícias.

       Moisés conclui mais um bloco de leis em seu discurso e nos apresenta uma nova ordenança com detalhes que antes não fora escritos nos livros anteriores. Matthew Henry nos mostra três pontos importantes dentro do capítulo 26: I - Confissão a ser feita pelo ofertante; II - A oração que deveria ser feita dentro do tabernáculo e III - Autoridade divina (Dt 16.2). Ele ainda continua a nos acrecetnar mostrando a importância dos dois cestos de primícias levados diante do Senhor. O primeiro logo a pós o termino da Páscoa (Lv 23.10), o que era oferecido pelo sacerdote em favor do povo e o segundo oferecido por cada varão na festa de pentencostes ou colheitas (Ex 34.22) eles tinham que levar diante do Senhor como demonstração de agradecimento e um tributo voluntário (Dt 16.10). Os judeus dizem que essa oferta poderia ser levada qualquer momento até aos sacerdotes bastando um varão ir ao seu campo e ver os seus primeiro frutos maduros. O ato das primícias era a gratidão a Deus por Ele ter dado o seu sustento.
         Matthew Henry nos mostra alguns grandes ensinamentos para nossos dias de hoje sobre o valor das primícias: 1 - Recorrer a provisão de Deus (Ele dá ou Ele fornece); 2 - Renunciar a nós mesmo, o ato de ofertar as primeiras coisas era o simbolismo de dar a Deus o seu melhor e 3 - Oferecer a Deus o melhor visando assim reconhecer Deus como sendo o mais importante Ser na sua vida.
      O capítulo termina com dois versículos falando sobre obediência e é justamente o que as primícias representava a finalidade de mostrar ao povo o valor de Deus em seu meio. Os dois ritos descritos tinham a função de lembrar ao povo a mudança de um povo nômade para uma grande nação com a sua terra. Champlin nos acrescenta outros significados aos ritos: 1 - Confessar o ato de salvação do Senhor; 2 - Afirmação solene da obediência. 
       No ritual da oferta das primícias e posto um significado adicional, segundo John Watts era a prova da confirmação da terra e demonstrava a fidelidade de Deus para o o seu povo. O festival da colheita era comum entre os povos antigos que celebravam a fertilidade da terra e a fartura de alimento e a diferença para com Israel era o fator histórico que eles relembravam.
      Deuteronômio 26.12-15 nos demonstra uma outra etapa da entrega do terceiro dízimo, antes vamos entender como era o terceiro dízimo. No terceiro e sexto ano após o ano sabático todo o povo deveria dar o dízimo aos levitas e aos necessitados da terra e isso estava posto como "coisa santa ao Senhor"  (Dt 14.28-29). Segundo John Watts esses dízimo não era levado ao tabernáculo e sim distribuídos aos menos favorecidos. Um ponto bem interessante é que dentro desse dízimo era dado o segundo dízimo o que pertencia exclusivamente aos levitas levarem a Deus como demonstração da provisão dada pelos seus irmãos.

Comentários

  1. Como pode ser feita a oferta de primícias nos dias atuais?

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    1. Biblicamente não se existe a necessidade de entregar as primícias. O chamado de primícias dentro de muitas igrejas e colocada de forma errada o que leva a crer que você tem que tirar primeira a parte de Deus e o resto é seu ou a oferta do primeiro domingo.

      Se fosse para ser realizado nos dias atuais seriam: o dízimo de seu primeiro salário no novo emprego ou o primeiro dízimo do aumento de seu salário. Isso seria as primícias dlque poderia ser feita nos dias atuais. Até mesmo o dízimo de Janeiro pode ser chamado de primícias, pois dele se abre o ano todo.

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  2. Entendi. Obrigada pela resposta.

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